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Os "riscos" do Parto Domiciliar Planejado.

Quando eu estava grávida do alemão, há 8 anos, foi que ouvi falar de parto domiciliar pela primeira vez. Eu não tinha estudado o assunto e era super cheia de preconceitos. Um dia, fui com o pai dele assistir ao documentário "Parto Orgásmico" e estava uma amiga que planejava um PD e eu comentei com ele, apontando sorrateiramente, que aquela ali era "a guria do PD", soando bem impressionada. Ele, que nasceu na Alemanha e é mais velho que eu, tascou um: qual problema? Bebês nascem em casa há muitos e muitos anos. Buenas, eu achei um amor mas não era pra mim.

Aí, nas reviravoltas que a vida dá, eu engravidei da alemoa num namoro recente e já estava estudada, nesses 4 anos que tinha de maternidade, a ter um PD. Acabou que na época, há 3 anos, as equipes médicas que atendiam aqui em POA (sim, o pai da alemoa topava SE fosse com médico, e eu não queria (mais essa) comprar briga, eram apenas duas e eu me apaixonei por uma e ele por outra. No fim percebi que essa escolha não seria familiar, que se algo no PD precisasse de transferência, eu arcaria com a responsabilidade sozinha e desisti desse sonho. Tive um lindo parto natural hospitalar, mas ficou aquela frustração dos procedimentos desnecessários que fizeram com ela e pela ausência do mano no processo.

Então, fui perguntar a algumas mulheres porque elas escolheram um Parto Domiciliar Planejado. Existem muitas postagens sobre a segurança do PD, que você pode acessar aqui, aqui e aqui, mas eu queria tratar das motivações pessoais, então vou elencar algumas respostas:


Cris Da Ros: Eu quis um Parto Domiciliar Planejado para me sentir segura no ambiente onde tudo conheço; acessar minhas coisas se assim desejasse, desde a geladeira até calcinhas; meu chuveiro; dormir na minha cama e estar em casa no pós-parto, junto da filhota e do papai (isso é realmente incrível) e acordar no dia seguinte e estar em casa.

(Cris e Chico, ainda na piscina, em seu quarto, reconhecendo Maria Flor, que nasceu na lua cheia do solstício de inverno)

Danielle Carvalho: Deitar na minha cama após o parto e poder curtir a cria sem ter gente estranha por perto.

(Danielle em sua sala, com a parteira e o companheiro)

Claudia Bobsin: deitar na minha cama; comer a comida do marido; não perder o bb de vista nem por um segundo e, principalmente, não ter que dormir longe do meu mais velho que só tinha 2 aninhos.

Gabriela Foggetti Gavioli: Meu cheiro nas minhas coisas; comer comida fresquinha que meu marido fez; ter meu mais velho (que tinha 1a5m) o tempo todo e no pós parto ficar os 4 na cama, no nosso ninho; liberdade pra poder trocar de roupa quando eu quisesse; ter só quem eu realmente quisesse por perto (e não enfermeiras, equipe de limpeza...) e ver a equipe toda confortável, tendo onde sentar, o que comer e afins.

Jéssyca Passinho: Comer comida fresquinha de casa, poder dormir na minha cama no pós parto, assistir um seriado rsrsrsrs; não perder o bebê de vista, não ter gente estranha entrando a todo momento!!!

Isabela Niemeyer: Optei pelo PD para ter a liberdade de agir como eu quisesse; porque queria que a Beatriz participasse muitoooo, porque queria sentir tudo a cada minuto, sem intervenções, nem toques, nem falas desnecessárias; porque acredito plenamente que mulheres sabem parir e bebês sabem nascer e porque não queria que ela tomasse banho ao nascer, assim fiquei 3 dias embriagada com cheiro de útero.

(Beatriz beija e cheia sua irmãzinha Alice, no colo de Isabela. Elas também não sabiam que viria uma irmã, nesse VBAC domiciliar).

Camila Winter: Filha mais velha participar; zero preocupações com "que horas tem que ir pro hospital"; meu chuveiro; não largar do bebê nenhum segundo; poder guardar a placenta sem olhar torto de ninguém; conhecer todos os rostos que estavam na volta e minha cama e meu travesseiro.

Tainã Steinmetz: deitar na minha cama após o parto, com as minhas cobertas; poder me movimentar pra qualquer cômodo da casa sem ninguém pra dizer se podia ou não; ter só pessoas conhecidas no ambiente; saber que ninguém ia ficar me mandando fazer força pra nascer logo pra deixar o plantão limpo; comi e bebi água à vontade; usar as minhas roupas e ficar nua completamente à vontade; comer comida feita na hora ; ser chamada pelo meu nome e não de mãezinha; ter a filha mais velha sempre perto.

Ariane Allgayer: escolhi o pd para evitar intervenções ao bebê; pelo conforto de passar o TP em casa, na tua cama, no banheiro, sem ter gente desconhecida indo te olhar; poder usar a piscina; queria que o Oliver visse o mano logo depois do parto.

(Ariane e Lucas apresentando o mano Henry - não sabiam o sexo até o parto- para o Oliver. Lindo VBAC!)

Nanda Pontual Perim: Comer comida de casa; banho no meu banheiro, filho participou do nascimento..

Tamires Do Canto: Poder fechar os olhos sem me preocupar com quem estava ao meu redor; ouvir Helena brincando durante o tp; não me preocupar com a hora de ir pro hospital; não precisar entrar no carro com dor; escolher o que queria comer depois (não consigo comer em tp).

Michele Santiago: Já estar em casa quando tudo terminou. Ter meu marido do lado o tempo todo. Estar num ambiente que conheço bem. Poder ficar sozinha sempre que quisesse. Poder comer a minha comida.

(Michele sendo avaliadaem sua cama pelas parteiras, enquanto papai dava colo pro bebê. Reparem na caneca ali do ladinho)

Adriana Hoepers: a certeza de que não haveria intervenções desnecessárias; a tranquilidade de ficar todo o longo TP no meu cantinho, no silêncio, apenas com as pessoas que escolhi; o espaço aconchegante e acolhedor; a comida fresquinha de Mamis ; minha cama, meu travesseiro, meu cobertor, meu banheiro. Muito amor por esse dia ❤️

Bianca Monteiro: Poder ficar no canto do quarto, no escuro, sem ninguém incomodando, me tocando sem que eu permitisse.

Alessandra Barreto Krause: Eu optei pelo D para ter liberdade de escolha acerca das intervenções, para mim e para a bebê. Estava ciente das evidências quanto a não ter mais riscos do que no hospital. Eu escolheria PD novamente, com alguns cuidados a mais para o caso de intercorrências, como me aconteceu.

(Laura curtindo um soninho no colo da mamãe Alessandra)

Eu leio isso e fico pensando em encomendar o terceirinhx! Tem como não se emocionar?


Então gente, ficam claros os RISCOS do parto domiciliar planejado: QUERER SEMPRE DE NOVO, ensinar nossos filhos como é o nascer, e isso mudar a forma como eles vêem o mundo, a sexualidade e o nascimento, LUTAR CONTRA O SISTEMA OBSTÉTRICO VIGENTE, altamente indutor de cesáreas desnecessárias ou cheios de violência, FACILITAR O ALEITAMENTO MATERNO, já que mãe e bebê ficam sempre juntos, DIMINUIR O RISCO DE INFECÇÃO HOSPITALAR, além da "contaminação" do bebê pelas bactérias de sua própria casa, que são "do bem", corre-se o risco de ter mais filhos pra passar por tudo de novo, fora o RISCO DE FELICIDADE E SATISFAÇÃO EXTREMAS.

Um especial agradecimentos aos depoimentos e fotos recebidas. Mulheres, juntas vamos mudar o mundo!

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