Relato de amamentação gemelar prolongada

Gente, amamentar gêmeos exclusivamente é possível. Amamentar prolongadamente também o é! Hoje o blog abre espaço pra esse relato tão lindo da Marjory, mãe da Elisa (de rosa) e da Helena (de azul), essas super-bebeias do mamá <3.

"Olá, meu nome é Marjory, moro na Grande São Paulo e tenho 26 anos. Sou mãe das gêmeas Elisa e Helena, de 1 ano e 4 meses. Estou aqui para contar minha experiência com a amamentação gemelar.

Primeiro, eu sempre quis amamentar. E ao pesquisar sobre o aleitamento materno percebi o quanto era importante essa questão. Quando descobri que eram dois bebês, fiquei um pouco assustada, mas logo me adaptei com a ideia de ter que fazer tudo em dobro, inclusive amamentar. Fiz muitas pesquisas, li blogs, assisti vídeos no YouTube, participei (e ainda participo) de grupos online voltados para o incentivo da amamentação e tudo isso foi o que me deu forças e conhecimentos suficientes para decidir que era o que eu realmente queria. De tanto ler e pesquisar pude perceber que o leite materno é muito mais importante do que se pensa e que mesmo eu tendo duas bebês, eu poderia sim amamentá-las! Foi assim que me preparei para a chegada delas. Eu já estava segura do que queria.


Quando elas nasceram o meu mundo virou de cabeça para baixo, e como toda “recém-mamãe” passei por reviravoltas de sentimentos, medos, alegrias e incertezas, tudo misturado! Na maternidade me disseram que elas teriam que tomar leite artificial, e apesar de não concordar com os motivos que me deram (afinal elas nasceram a termo, com 38 semanas e 2 dias, estavam bem, não precisaram ficar na UTI e tinham mais de 2 kg) aceitei que dessem o leite artificial por medo, mas que continuassem a mamar o colostro. E assim foi... Chegando em casa, o leite ainda não tinha descido (claro!) e eu estava muito bem. Decidi não dar o leite artificial em casa, porque sou teimosa e sabia que não era necessário para elas, afinal eu estava conseguindo amamentar e dentro de alguns dias teria consulta no pediatra e poderia esclarecer melhor essa necessidade. Tive algumas dificuldades com o posicionamento delas no peito, com a pega correta e com o “ter que fazer isso em dobro”. Só que como eu já havia me preparado (lendo e procurando saber o máximo possível sobre amamentação, posições, pega correta, etc..) eu sabia o que fazer, bastava conseguir por em prática. Foi difícil sim, não vou dizer que não foi. Meu marido, minha sogra e minha mãe me ajudaram muito no primeiro mês. Depois eu mantive os cuidados com as duas sozinha, praticamente. Amamentava o dia todo... noite e dia... saía uma e vinha a outra. Eu não quis amamentar as duas ao mesmo tempo porque eu não conseguiria acudir caso alguma delas engasgasse. Eu morria de medo delas sufocarem e preferia dar para uma de cada vez. Eu ia ajeitando a pega delas em cada mamada, e isso me garantiu ficar livre de fissuras!!! A pediatra delas também me parabenizava e incentivava muito!!!


Tive ajuda da família para limpar a casa e para ter uma alimentação decente. Meu foco era dar mamá para elas!!! Foi um período difícil, muito cansativo, mas eu tinha certeza de que era o melhor a fazer por elas e por mim. Eu não queria de jeito nenhum o leite em pó, chupetas e mamadeiras em minha casa! Um quesito importantíssimo é o apoio dos que estão ao redor. Eu fazia meus discursos para todos de casa, falava da importância dos bebês mamarem, do quanto o leite é nutritivo e não só isso, do vínculo, do amor, do aconchego. Falava que não aceitaria de nenhuma forma que oferecessem água, suco, frutinhas antes dos 6 meses. Questionava todas as crendices que me diziam, como “o bebê chora porque seu leite é fraco”, “não dorme a noite porque ele está com fome”, “pode dar um pouco de água porque está com calor”, “dê um gole de suco porque ele está com vontade”, “depois dos 6 meses não precisa dar mais o peito...”. Eu sempre questionava e rebatia. Não acatava a nenhuma dessas “sugestões”, mesmo que elas viessem de pessoas queridas, como minha mãe, minha avó e minhas tias. Enfim... eu era A CHATA. Tive que me impor e declarar minha vontade a todos e fui respeitada e apoiada.


Fizemos aleitamento materno exclusivo por 6 meses. E até hoje elas mamam bastante, sempre que querem. Já comem de tudo, mas sei da importância do leite materno para elas até os 2 anos de idade. E assim seguimos firmes e confiantes! O período mais tenso é o de adaptação da mãe com o bebê recém-nascido, o que pode levar uma semana, um mês ou até meses. Vai depender da mãe e do bebê. Após isso é só alegria!!!"


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Marjory, muuuuito obrigada por seu relato lindo e esclarecedor, tenho certeza de que ajudará outras mamães a se fortalecerem em suas decisões. O aleitamento de gêmeos é plenamente possível, o mais importante é termos APOIO!


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